Diário Vermelho

Porto, 28  de Dezembro 2012

Jostein Gaarder disse: “Um conto sempre adquire as cores que o narrador lhe aporta, as cores do âmbito onde se se conta e as do receptor”…  a minha capuchinho, por exemplo, mostra como em todo o mundo, da ficção à realidade, o modo de as mulheres estarem juntas mudou.

Quando conto a “minha” história, a "verdadeira", o Lobo não me come… e o caçador não me salva porque um grupo de irmãs me ajuda a seguir a minha jornada… porque eu (re)descubro o meu caminho e a minha força. A sororidade está no ar, esta nas cores que eu ofereço aos contos…
Sororidade, é um dos sentimentos, que nós mulheres, devemos resgatar para mudar-nos e mudar o mundo.

E assim, depois de anos de confronto violento de Eva contra Eva, da rivalidade no trabalho e nos sentimentos, diluímos os elementos do conflito com um sentimento (re)encontrado, a sororidade, as mulheres se tornam (novamente) aliadas. Descobrem que descendem também de uma outra mulher Lilith e se tornam assim completas… inteiras….plenas e assim com todas as nossas partes restauradas podemos voltar a ouvir os contos que estão Por Trás da Capa Vermelha.

                                                                                     10º dia: Fase pré-Ovulatória 

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