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Densidade....


Porto, 04 de Abril de 2013

Os contos são viagens interiores e como viagens interiores o caminho não é fácil… O caminho que percorremos como Capuchinhas não tem mapas, nem marcas, nem guias turísticos. A nossa própria intuição, a nossa energia feminina mais intuitiva é a que nos guia, é única bússola….

                É uma viagem que não segue caminhos rectos, muitas vezes passamos por lugares que nos parecem sempre os mesmos, e sentimo-nos desorientadas ou perdidas. É pouco habitual contar com ajuda exterior e é muito frequente sermos boicotadas ou sentirmos interferências no nosso caminho.

                A viagem da Capuchinha é um percurso psíquico e espiritual que nos leva finalmente a uma totalidade onde se integram todas as partes da nossa natureza. Muitas vezes esta viagem é consciente mas muitas outras não.

O que a Por trás da Capa Vermelha?

dia  6 da fase menstrual (este ciclo a fase menstrual esta a ser longa)






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As mulheres que me habitam

Porto, 31 de Março  de 2013

Hoje sinto o meu corpo ainda mais fértil e abundante... Cuido dele, permito-me descer... sangrar e conectar com a minha alma selvagem. E sinto o meu sangue sagrado bailar... a sua dança  particular, instintiva e selvagem, inspirada pelos ritmos interiores que me habitam. E hoje a mulher que se destaca em mim (porque em mim habitam no mínimo 4 mulheres) é uma mulher tipo Lilith. Uma mulher livre... selvagem que diz o que pensa mesmo que não seja o que esperam dela mas pouco lhe importa o que os outros pensem... tal como Lilith cultivo o amor...o maior amor de todos, o amor próprio, em todas as situações por isso "cuando quiero algo me lo pido a mi misma" e quando não quero digo e quando não me ouvem ou fingem não ouvir
GRITO!

                                                                                                                               dia 2 da fase menstrual




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Diário Vernelho

Porto, 6 de Fevereiro de 2013


De pequena fui…

Quando me ponho a recordar a historia da Capuchinho rapidamente começo a saborear a Canja de Galinha (a única sopa que eu comia feliz da vida!!!!) da minha mãe. Passei parte da minha infância com ela em casa, brincávamos, pintávamos, construíamos casas de plasticina mas sem dúvida o melhor de tudo era quando a minha mãe transformava a hora de comer a sopa, principalmente quando não era canja, num momento mágico. O jantar era sempre o mesmo só variava o prato principal porque de primeiro sempre, sempre havia sopa. E ainda bem, porque hoje adoro uma aromática e quente sopa (e já não gosto só de canja!!!).

Entre colher e colher a magia acontecia… o pano de cozinha ganhava vida e contava historias e entre as muitas historias que o pano de cozinha escondia havia uma que eu gostava especialmente a de uma menina que tinha uma capa vermelha e que curiosamente lhe aconteciam as mesmas coisas do que a mim, adorava a menina da capa vermelha do pano de cozinha da minha mãe, já não acha tanta a graça a do livro… por isso só o lemos uma ou duas vezes preferia folheá-lo e ver as ilustrações do lobo vestido de fraque e usando cartola e bengala. Sempre achei graça as cartolas e as bengalas.  

E quando acabava a sopa a minha mãe diziam-me:

“- Há tantas Capuchinhos como lobos e colorín colorado esta sopa se há acabado.” **

       



Fotos do meu primeiro livro da Capuchinho, 1982


dia 21: fase pré-menstrual


** Hay gente que tiene dos lenguas maternas, los llamados bilingües. Yo soy una de esas personas, por isso este blog é escrito alternadamente em Português y Español. Puede parece que más que bilingüe sou bipolar, talvez tenham alguma razão!! Quizás sea ‘bipolar’ pois tenho dois amores e não sei qual gosto mais! Camões o Don Miguel de Cervantes. Mas o certo é que esta ‘bipolaridadlingüística es culpa de los cuentos que me contava el paño de cocina de mi madre.Cuanto lo echo de menos!!!!



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Diário Vermelho

Porto, 1  de Janeiro 2013


Recebo o 2013 entre tachos e panelas… e a saborear um Caldo Verde. Em Portugal, é costume consumir caldo verde depois da meia-noite, e em plena madrugada nas festas de passagem de ano e nas festividades dos santos populares. A madrugada já lá vai mas vamos sempre a tempo para saborear o famoso Caldo Verde, um prato rústico e típico dos camponeses do Norte de Portugal, do Minho, para ser mais exacta  Uma sopa de batatas, couve picadinha e chouriço, regada com azeite de oliva português.

Precisamos dos seguintes ingredientes

Preparamos assim
1. Coloque ao lume numa caçarola, a água e o sal. Logo que começar a ferver, coloque as batatas descascadas e cortadas em pedaços.
2. Estando cozidas esmagam-se voltando a colocá-las na água da cozedura, juntando as folhas de couve cortadas para caldo verde, depois de bem lavadas em duas ou três águas.
3. Junte o azeite e deixe levantar fervura por dois ou três minutos com a caçarola destapada, para a couve ficar bem verde.

4. Sirva em tigela juntando uma rodela de chouriço para dar gosto. Acompanhe com pão.
5. Como boa ibérica que sou equilibro a balança peninsular com um vinho tinto Galego. 


Depois é só lavar a loiça



                                                                                  14º dia: Fase Ovulátoria 

Diário Vermelho

Porto, 31  de Dezembro 2012

Deixo o 2012 entre ervas, especiarias e condimentos. Sabem a  diferença entre os três? 



As ervas são folhas de várias plantas, e leva-se em conta seu sabor, aroma e qualidades medicinais e por isso são utilizadas na culinária, na medicina e com propósitos espirituais. 

Especiarias são diversos produtos de origem vegetal como, sementes, brotos, frutas, flores, cascas e raízes de plantas. Além do uso na culinária, as especiarias eram utilizadas na preparação de óleos, cosméticos, incensos e medicamentos.




13º dia: Fase pré-Ovulatória mas os meus ovários avisam-me que a fase ovulatória esta ao virar da esquina

Diário Vermelho

Porto, 30  de Dezembro 2012


Imagen pineada
Ilustração de Jaime Zollars

Depois de ver o filme "De mi ventana a la tuya", que mexeu os ossos e a pele da minha capa vermelha, gostava de partilhar convosco um poema que escrevi há uns tempos. 


Creio em mim, Mulher Poderosa,
criadora de vida na terra.
E no grande útero da Deusas das Águas da Vida
que foi concebido pelo amor e respeito a Gaia.
Não nasci da costela de Adão,
e por isso padeci os olhares castradores do Pai,
foi crucificada, morta e sepultada,
desci ao mundo dos mortos,
ressuscitei com a Lua Nova,
não subi aos céus preferi ficar na Terra,
sentada com as minhas irmãs no circulo sagrado da vida,
tecendo a teia nutrícia das fadas.
Creio no amor,
no respeito,
na comunhão das Luas,
na remissão dos predadores de almas livres,
na ressurreição do útero,
na Vida.
Amem.

"Creio", escrito 15 de Setembro 2010

                                                                                                                    12º dia: Fase pré-Ovulatória

Diário Vermelho

Porto, 29  de Dezembro 2012


Continuo dependurada na Lua Cheia.... e não me apetece descer, a conversa esta tão boa!!!

Fairytales - Emily Golden Illustration
                                                                                                                        11º dia: Fase pré-Ovulatoria

Diário Vermelho

Porto, 28  de Dezembro 2012

Jostein Gaarder disse: “Um conto sempre adquire as cores que o narrador lhe aporta, as cores do âmbito onde se se conta e as do receptor”…  a minha capuchinho, por exemplo, mostra como em todo o mundo, da ficção à realidade, o modo de as mulheres estarem juntas mudou.

Quando conto a “minha” história, a "verdadeira", o Lobo não me come… e o caçador não me salva porque um grupo de irmãs me ajuda a seguir a minha jornada… porque eu (re)descubro o meu caminho e a minha força. A sororidade está no ar, esta nas cores que eu ofereço aos contos…
Sororidade, é um dos sentimentos, que nós mulheres, devemos resgatar para mudar-nos e mudar o mundo.

E assim, depois de anos de confronto violento de Eva contra Eva, da rivalidade no trabalho e nos sentimentos, diluímos os elementos do conflito com um sentimento (re)encontrado, a sororidade, as mulheres se tornam (novamente) aliadas. Descobrem que descendem também de uma outra mulher Lilith e se tornam assim completas… inteiras….plenas e assim com todas as nossas partes restauradas podemos voltar a ouvir os contos que estão Por Trás da Capa Vermelha.

                                                                                     10º dia: Fase pré-Ovulatória 

Diário Vermelho

Porto, 27 de Dezembro 2012

Eu sou a Capuchinho. Eu sou Vermelha. Eu sou parte de toda a Natureza. As Pedras, os Animais, as Plantas, os Elementos e Estrelas são meus parentes. Os outros humanos são minhas irmãs e irmãos, sejam quais forem as suas raças, cores, sexo, orientações sexuais, idades, nacionalidades, religiões, estilos de vida. O Bosque Terra é a minha casa.
Eu sou parte desta grande família da Natureza e tenho a minha própria parte especial para executar e eu busco descobrir e executá-la com Impecabilidade. Eu sou Vermelha. E celebro a minha natureza intuitiva e selvagem.

Todas somos a Capuchinho Vermelho quando…

Quando queremos fazer deste mundo, um mundo mais vivível.
Quando nos apercebemos que a mudança que desejamos ver no mundo esta nas nossas mãos.
Quando nos sentimos filhas de Gaia.
Quando sabemos que o patriarcado fracassou.
Quando acreditamos na horizontalidade das relações.
Quando acreditamos no sacerdócio feminino.
Quando nos atrevemos a ser diferentes.
Quando nos atrevemos a dar uma educação diferente as nossas filhas e filhos.
Quando nos atrevemos a dizer “basta” e “não”.
Quando nos permitimos ser compassivas com nós mesmas.
Quando nos atrevemos a caminhar despenteadas.
Quando admiramos e honramos a velhice e a sabedoria.
Quando não acreditamos na superioridade.
Quando sabemos que o QI não serve para muito.
Quando formamos círculos espirituais.
Quando saímos a procura das Deusas Escuras e atravessamos o Bosque Denso.
Quando choramos, nos deprimimos e nos cansamos e não escondemos esses sentimentos.
Quando honramos os nossos ciclos de mulheres que sangram, mudam, criam e transformam.
Quando aprendemos a rir de nós mesmas.
Quando adoramos ser chamadas de bruxas, pois sabemos que é o maior dos elogios.
Quando sentimos que todas as crianças do mundo são os nossos filhos e filhas.

É preciso sentir a vida… É preciso deixar que a vida te despenteie.


A FUSÃO COM A CAPUCHINHO
De cada fusão com CAPUCHINHO, nasce um fogo vivo, vermelho e quente, que vai buscar as suas forças ao Bosque-útero. Quando a mulher faz nascer todos os fogos da sua Capa Vermelha, então o corpo vermelho da sua essência intuitiva e selvagem renasce dentro dela. A mulher desenraizada desaparece e os ciclos da vida se restauram novamente.
Vamos vestir as nossas capas vermelhas e entrar no bosque. Vamos honrar o nosso conhecimento intuitivo inerente a nossa natureza receptiva. Vamos confiar nos ciclos dos nossos corpos e permitir que as sensações venham à tona dentro deles, as mulheres somos, há séculos, as portadoras da “Pestana do Lobo” capaz de ver para além do visível.
Vamos reaprender a amar, a compreender, e, desta forma, curar-nos umas às outras. Cada uma de nós pode penetrar no silêncio do próprio bosque-útero para que lhe seja revelada a beleza do recolhimento e da receptividade...


‎Seja qual for o nosso caminho... Que ele seja Vermelho… E que tenhamos a coragem de o caminhar e honrar.

9º dia: Fase pré-Ovulatória 

Diário Vermelho

Porto, 26 de Dezembro 2012

A Moeda da Vulnerabilidade

“Pobre Capuchinha é tão vulnerável!”

Sabem quantas vezes já tive de ouvir isto!?! Já lhe perdi a conta.

Dizem que foi a minha vulnerabilidade que fez com que lobo me engana-se e me come-se… por isso supostamente tenho de ter medo do Lobo e da minha Vulnerabilidade…

Sabem o que vos digo, vão dar uma volta para refrescar as vossas ideias pois é o conselho mais despropositado que já ouvi!
Ter medo da minha vulnerabilidade é ter medo de VIVER… de viver plenamente, com prazer, com liberdade e eu não tenho medo de viver por isso aceito e dou espaço a minha vulnerabilidade, é verdade que ser vulnerável é ser susceptível a ser “comida” por “lobos” mas quando aceito ser susceptível de ser ferida também ganho a capacidade de intuir o perigo e de procurar os meios necessários para lhe fazer frente e pedir aquilo que necessito em cada momento… o problema da vulnerabilidade é que como mulheres só nos ensinaram uma cara da moeda da vulnerabilidade (a frágil) e muitas vezes crescemos sem saber que existe uma outra cara a da resiliência, assim como também só nos apresentam uma face do Lobo a feroz e matreira para que sinta-mos medo dele e nunca corramos com ele e assim nunca conhecer (e identificar-nos) com a outra face do Lobo, a instintiva e selvagem.
Lady Orlando

Quando vemos só um lado da moeda da vulnerabilidade tornamo-nos passivas e precisamos de caçadores que nos salvem mas quando sabemos que a moeda tem sempre duas caras tornamo-nos activas e sentimo-nos seguras, merecedoras, fortes responsáveis pela nossa própria vida, pela nossa própria felicidade. Desejando escolher por nós mesmas o nosso caminho e correr com os Lobos. 

                                                                                                        8º dia: Entrando na fase pré-ovulatória

Diário Vermelho


Porto, 25 de Dezembro 2012

Feliz com o presente que o Lobo me ofereceu!!!


7º dia: nota-se que estou a entrar na fase pré-ovulatória!

Diário Vermelho


Porto, 24 de Dezembro 2012

Durante o jantar...



                                                                                                                               6º dia: Fase Menstrual

Diário Vermelho


Porto, 23 de Dezembro 2012
Hoje o sono penetra-me a pele e embala-me as pestanas... entrego-me a ele e descanso. 


5º dia: Fase Menstrual

Diário Vermelho,


Porto, 22 de Dezembro 2012

Dizem que a minha historia pretende inibir o desejo sexual das mulheres (principalmente as jovens) evitando que se deixem seduzir por jogos sexuais... pois bem eu como descendente directa da Capuchinho e neta de Lilith vos digo: Não liguem!!!! Não dêem ouvidos a falsa moral!!!
Hoje passei pelo bosque toda manhã... comecei a subir os vales das minhas coxas e  encontrei a flor mais rara e bonita... 
Pequeno, pequeno …mágico, mágico…

As mulheres temos um único órgão consagrado totalmente ao prazer, o que tem a pele mais sensível e no seu diminuto extremo há mais terminações nervosas que nenhum outro órgão do corpo. Tem mais de 8000 terminações nervosas acumuladas em pouco espaço e é mais sensível que a língua ou a ponta dos dedos. Há mulheres que preferem pulsar e que lhes pulsem este botão a uma estimulação directa sobre ele. Mas para outras é uma zona demasiado sensível e gostam de sentir a excitação estimulando as zonas próximas.

Tu o que gostas?
O que significa o teu corpo?
O teu clítoris? A tua vagina?
A tua sexualidade?
O teu desejo?
…?

Pensa que temos uma parte do nosso corpo com a única função de dar PRAZER, parece algo verdadeiramente mágico.

Isso faz de nós seres mágicos, cero??!!??!! :D

O meu clítoris é sensível, delicado, hiper-sensitivo, oculto e misterioso e o teu também?

4º dia: Fase Menstrual

Diário Vermelho


Porto, 20 de Dezembro 2012

Hoje faz 200 anos que os Irmão Grimm editaram a sua recompilação “Contos Maravilhosos para infantis e domésticos … mas eu renego 3 vezes dos finais que Perrault e os Grimm criaram para mim…  mas não deixo de celebrar porque  nada é preto nem branco, nem nos contos nem na vida, e talvez se não fosse por eles hoje não estava aqui escrevendo no meu diário vermelho



Capa do recém-lançado "Contos Maravilhosos Infantis e Domésticos" (veja mais sobre ele abaixo)


Até o Google celebra  o legado dos irmãos alemães e os 200 anos do lançamento dos "Contos de Grimm" com uma bela homenagem com um doodle que conta a história da Chapeuzinho Vermelho.



Página inicial do Google homenageia os irmãos Grimm, com desenhos inspirados nos contos maravilhosos

2º dia: Fase Menstrual

Diário Vermelho


Porto, 19 de Dezembro 2012

No início havia um bosque inerte… vazio… do vazio nasceu a loba… da união entre o vazio e a loba nasci eu com a minha capa vermelha e no meu ventre fértil o bosque ganhou vida.

A minha imaginação viaja livre, sinto que a Capuchinho cresceu comigo. Conhecia sendo uma menina de uns dez ou doze anos e eu devia de ter dois ou três anos (segundo a minha imaginação pois nunca ninguém me disse a idade dela) por isso ela deve ter actualmente entre trinta cinco a quarenta anos mas para algumas de vocês ela pode ter mais ou menos idade... depende dos caminhos que tomamos.

As mulheres que nos encontramos entre os trinta (eu tenho 31) e os cinquenta anos, aproximadamente, fomos transitando pelo estereótipo da viagem heróica masculina procurando a aprovação da sociedade e do externo, ou seja, procurando o reconhecimento fora de nós mesmas (pais, família, no casal, nos amigos, no mundo). Muitas de nós esforçamos-nos por cumprir com todos os mandatos patriarcais, ter uma carreira profissional, ser independentes economicamente, obter êxito naquilo que realizamos, fazer um bom casamento, comprar um carro, uma casa, ter filhos... etc., etc Tudo bem agendado e sincronizado com as demandas sociais. Ouvimos apenas, a versão do conto escrita pelos irmãos Grimm ou pelo Perrault… ambas com  uma moral que nos sussurra: "Sê boa! Sê uma boa menina! Porta-te bem!"

Considerando apenas as versões escritas de Perrault e Grimm, afastamos do comportamento feminino correcto (dizem eles!)... quando saímos aquela manhã da casa materna para levar a cesta com comida a avó e ignoramos os avisos e recomendações da mãe-patriarcal... mas como ouvimos demasiadas historias que não devíamos, recuamos e terminamos por voltar ao caminho da boa-menina (permitindo que uma falsa moralidade nos coma ou que um caçador nos salve do mau caminho) que todos esperam que sejamos e ignoramos o lado selvagem da nossa natureza feminina.

E quando chegamos a este ponto de metas (sempre  impostas de uma maneira subtil, fazendo-nos acreditar que fomos nós que as traçamos) alcançadas perguntamos-nos: ‘Para que serve tudo isto?’

Tomamos consciência que afinal do que nos afastamos verdadeiramente foi da nossa Feminitude quando permitimos que matassem a nossa essência selvagem e nesse momento empreendemos o caminho de regresso... de regresso a casa... de regresso a nossa essência feminina. 

Tomamos consciência de tudo o que fomos sacrificando nas nossas vidas por seguir modelos impostos pela sociedade sem ouvir as nossas próprias necessidades femininas, sem respeitar os nossos ciclos, a nossa natureza intuitiva, os nossos instintos sábios. Seguimos o modelo que nega o que realmente somos.
Vivemos numa sociedade Patriarcal onde a mulher prescinde da sua natureza feminina para ser aceite e deixa de escolher o seu próprio caminho aceitando aquele que é desenhado pelo exterior... 



Alfinetes ou Agulhas?

As vezes na vida parece que só temos dois caminhos A ou B e há que escolher, as vezes com sacrifício e sofrimento, por um ou por outro. Mas na verdade ambos caminhos podem ser positivos e podem ser compatíveis.

1º dia: Fase Menstrual