Diário Vernelho

Porto, 6 de Fevereiro de 2013


De pequena fui…

Quando me ponho a recordar a historia da Capuchinho rapidamente começo a saborear a Canja de Galinha (a única sopa que eu comia feliz da vida!!!!) da minha mãe. Passei parte da minha infância com ela em casa, brincávamos, pintávamos, construíamos casas de plasticina mas sem dúvida o melhor de tudo era quando a minha mãe transformava a hora de comer a sopa, principalmente quando não era canja, num momento mágico. O jantar era sempre o mesmo só variava o prato principal porque de primeiro sempre, sempre havia sopa. E ainda bem, porque hoje adoro uma aromática e quente sopa (e já não gosto só de canja!!!).

Entre colher e colher a magia acontecia… o pano de cozinha ganhava vida e contava historias e entre as muitas historias que o pano de cozinha escondia havia uma que eu gostava especialmente a de uma menina que tinha uma capa vermelha e que curiosamente lhe aconteciam as mesmas coisas do que a mim, adorava a menina da capa vermelha do pano de cozinha da minha mãe, já não acha tanta a graça a do livro… por isso só o lemos uma ou duas vezes preferia folheá-lo e ver as ilustrações do lobo vestido de fraque e usando cartola e bengala. Sempre achei graça as cartolas e as bengalas.  

E quando acabava a sopa a minha mãe diziam-me:

“- Há tantas Capuchinhos como lobos e colorín colorado esta sopa se há acabado.” **

       



Fotos do meu primeiro livro da Capuchinho, 1982


dia 21: fase pré-menstrual


** Hay gente que tiene dos lenguas maternas, los llamados bilingües. Yo soy una de esas personas, por isso este blog é escrito alternadamente em Português y Español. Puede parece que más que bilingüe sou bipolar, talvez tenham alguma razão!! Quizás sea ‘bipolar’ pois tenho dois amores e não sei qual gosto mais! Camões o Don Miguel de Cervantes. Mas o certo é que esta ‘bipolaridadlingüística es culpa de los cuentos que me contava el paño de cocina de mi madre.Cuanto lo echo de menos!!!!



ATENÇÃO
Gostou das expressões e frases contidas nesta publicação, se for usar, cite a fonte, Obrigada



Atelier


Atelier de “JardinagemHumana”

O que é a “JardinagemHumana”?

Passei parte da minha vida no bosque… vivendo com a minha mãe, fugindo do lobo, visitando a minha avó ou conhecendo outros lobos dos quais não precisei fugir… Ao estar em contacto com a natureza e com os animais selvagens do bosque estive em contacto directo com os meus instintos mais profundos e antigos… e assim conheci a linguagem das plantas, as suas propriedades sanadoras e nutritivas… mas também aprendi outro tipo de linguagem das plantas, a “linguagem humana das plantas” e desta aprendizagem nasceu o Atelier de “JardinagemHumana” um trabalho metafórico, imaginativo que nos leva a conectar com a intuição. Um jogo de espelhos onde transformamos o homo-stercus em homo-alquimicus.

 “JardinagemHumana” é o resultado do encontro entre dois processos: o criativo e o psicológico. Quando nos iniciamos na “JardinagemHumana”  começamos uma aventura que tem como principio e final nós mesmos, os outros e o que nos rodeia e fazemo-lo através de diferentes actividades criativas.



Onde?
On-line

Duração?
“JardinagemHumana” são 7 semanas de jardinagem interior

Metodologia
Atelier à distancia-Online
- Cada semana, exercícios enviados directamente ao teu email.

A intensidade do processo de “JardinagemHumana depende de ti, assim como a maior ou menor abertura para partilhar. Neste processo de Jardinagem tu és a árvore.
A mensagem simbólica da árvore convida-nos a crescer, florescer, a desprender toda a nossa energia de vida e de amor para viver com aqueles e aquelas que nos rodeiam.


Preço total do atelier
45€ (possibilidade de pagar em 2 parcelas de 22.50€)

Data de inscrição
Quando sentires vontade de “jardinar o teu jardim da vida” e aprender a cultivar, podar, enxertar e modelar a tua árvore interior, para poderes melhor expandir a tua ‘quinta-essência’ e activar a tua seiva da melhor maneira possível para  revitalizar a tua energia de vida.

Inscrições: jardineriahumana@gmail.com

CuentaCuentos: Soledad Felloza

Sempre gostei de contos e desde que me lembro contamMe contos... a paixão pelos contos foi crescendo e com ela, contadores fui conhecendo... 
Uma das contadores pelas quais me apaixonei, assim de imediato, quando vi um video dela foi Soledad Felloza... encontrei-a por acaso (a melhor forma de encontrar uma coisa é por acaso)  enquanto procurava algo, na net, que já nem me lembro... fiquei presa no "El Libredón" mais concretamente num vídeo no qual ela falava sobre um livro que eu adoro e que tinha comprado a pouco tempo "Tres han de ser?" depois disso pesquisei e conheci o seu trabalho via Internet e agora vou poder, por fim, ouvi-la e vê-la em 3D na próxima sexta-feira nas Galerias Paris no Porto... Estou tão feliz!!!! 

Para além de contadora de historias Soledad tece palavras e fotografias na "La Caja de los hilos"

E aqui fica o convite, aproveitem e apareçam sexta-feira no Circuito 'Um Porto de Contos' e desfrutem dos contos da Soledad Felloza. 


Diário Vermelho

Porto, 1  de Janeiro 2013


Recebo o 2013 entre tachos e panelas… e a saborear um Caldo Verde. Em Portugal, é costume consumir caldo verde depois da meia-noite, e em plena madrugada nas festas de passagem de ano e nas festividades dos santos populares. A madrugada já lá vai mas vamos sempre a tempo para saborear o famoso Caldo Verde, um prato rústico e típico dos camponeses do Norte de Portugal, do Minho, para ser mais exacta  Uma sopa de batatas, couve picadinha e chouriço, regada com azeite de oliva português.

Precisamos dos seguintes ingredientes

Preparamos assim
1. Coloque ao lume numa caçarola, a água e o sal. Logo que começar a ferver, coloque as batatas descascadas e cortadas em pedaços.
2. Estando cozidas esmagam-se voltando a colocá-las na água da cozedura, juntando as folhas de couve cortadas para caldo verde, depois de bem lavadas em duas ou três águas.
3. Junte o azeite e deixe levantar fervura por dois ou três minutos com a caçarola destapada, para a couve ficar bem verde.

4. Sirva em tigela juntando uma rodela de chouriço para dar gosto. Acompanhe com pão.
5. Como boa ibérica que sou equilibro a balança peninsular com um vinho tinto Galego. 


Depois é só lavar a loiça



                                                                                  14º dia: Fase Ovulátoria 

Diário Vermelho

Porto, 31  de Dezembro 2012

Deixo o 2012 entre ervas, especiarias e condimentos. Sabem a  diferença entre os três? 



As ervas são folhas de várias plantas, e leva-se em conta seu sabor, aroma e qualidades medicinais e por isso são utilizadas na culinária, na medicina e com propósitos espirituais. 

Especiarias são diversos produtos de origem vegetal como, sementes, brotos, frutas, flores, cascas e raízes de plantas. Além do uso na culinária, as especiarias eram utilizadas na preparação de óleos, cosméticos, incensos e medicamentos.




13º dia: Fase pré-Ovulatória mas os meus ovários avisam-me que a fase ovulatória esta ao virar da esquina

Diário Vermelho

Porto, 30  de Dezembro 2012


Imagen pineada
Ilustração de Jaime Zollars

Depois de ver o filme "De mi ventana a la tuya", que mexeu os ossos e a pele da minha capa vermelha, gostava de partilhar convosco um poema que escrevi há uns tempos. 


Creio em mim, Mulher Poderosa,
criadora de vida na terra.
E no grande útero da Deusas das Águas da Vida
que foi concebido pelo amor e respeito a Gaia.
Não nasci da costela de Adão,
e por isso padeci os olhares castradores do Pai,
foi crucificada, morta e sepultada,
desci ao mundo dos mortos,
ressuscitei com a Lua Nova,
não subi aos céus preferi ficar na Terra,
sentada com as minhas irmãs no circulo sagrado da vida,
tecendo a teia nutrícia das fadas.
Creio no amor,
no respeito,
na comunhão das Luas,
na remissão dos predadores de almas livres,
na ressurreição do útero,
na Vida.
Amem.

"Creio", escrito 15 de Setembro 2010

                                                                                                                    12º dia: Fase pré-Ovulatória

Chá con-versa

Apresento-vos a «A Caixinha Vermelha: Plantas e Mulheres»


Querem saber o que ela guarda no seu interior? Apareçam para 'Chá con-versa' no dia 8 de Janeiro.
Mais informação AQUI

Tudo o que precisamos para a nossa saúde e bem-estar cresce debaixo dos nossos pés.