Chá con-versa

Apresento-vos a «A Caixinha Vermelha: Plantas e Mulheres»


Querem saber o que ela guarda no seu interior? Apareçam para 'Chá con-versa' no dia 8 de Janeiro.
Mais informação AQUI

Tudo o que precisamos para a nossa saúde e bem-estar cresce debaixo dos nossos pés.


Diário Vermelho

Porto, 29  de Dezembro 2012


Continuo dependurada na Lua Cheia.... e não me apetece descer, a conversa esta tão boa!!!

Fairytales - Emily Golden Illustration
                                                                                                                        11º dia: Fase pré-Ovulatoria

Diário Vermelho

Porto, 28  de Dezembro 2012

Jostein Gaarder disse: “Um conto sempre adquire as cores que o narrador lhe aporta, as cores do âmbito onde se se conta e as do receptor”…  a minha capuchinho, por exemplo, mostra como em todo o mundo, da ficção à realidade, o modo de as mulheres estarem juntas mudou.

Quando conto a “minha” história, a "verdadeira", o Lobo não me come… e o caçador não me salva porque um grupo de irmãs me ajuda a seguir a minha jornada… porque eu (re)descubro o meu caminho e a minha força. A sororidade está no ar, esta nas cores que eu ofereço aos contos…
Sororidade, é um dos sentimentos, que nós mulheres, devemos resgatar para mudar-nos e mudar o mundo.

E assim, depois de anos de confronto violento de Eva contra Eva, da rivalidade no trabalho e nos sentimentos, diluímos os elementos do conflito com um sentimento (re)encontrado, a sororidade, as mulheres se tornam (novamente) aliadas. Descobrem que descendem também de uma outra mulher Lilith e se tornam assim completas… inteiras….plenas e assim com todas as nossas partes restauradas podemos voltar a ouvir os contos que estão Por Trás da Capa Vermelha.

                                                                                     10º dia: Fase pré-Ovulatória 

Chás com a Capuchinho Vermelho

Encontros entre amigas saboreando um chá e tecendo conversas que alimentam a sororidade

Chá con-versa, As plantas e as Mulheres
☆☽Misturemos as ervas que curam a alma e que sanam o corpo☾☆

Durante milhões de anos as Mulheres Sabias tem usado ervas – recolhido, comido, cuidado, amado as ervas - e ensinado as suas filhas a sabedoria das ervas.

Na Europa, há 500 anos, os homens torturaram e queimaram as mulheres Sabias que curavam com ervas… elas eram mulheres que celebravam os costumes cíclicas. Foram chamadas de bruxas, queimaram milhões e romperam o fluir de transmissão de mãe a filha. E os filhos do continente americano mataram as mulheres medicina e as curandeiras, as Mulheres Sabias do Novo Mundo. Depois negaram a existência das Mulheres Sabias na historia.

E as que ficamos achamos que tínhamos perdido a conexão umas com as outras e com a terra, sentíamo-nos órfãs sem a sabedoria das nossas mães e parecia que tínhamos esquecido o nosso poder. Mas as Mulheres Sabias vivem nos nossos sonhos, nas nossas visões, nas nossas mais profundas memorias. Podemos ouvir os seus sussurros.

Fui ao bosque sentei-me e fechei os olhos até que os sussurros se tornaram vozes firmes e sabias. Que me falavam dos ciclos e das estações, dos giros dos planetas e da pulsão da vida. Ensinaram-me a recolher as ervas no tempo certo e a usa-las para nutrir e curar mas o mais especial foi (re)descobrir que as mulheres somos como as ervas, somos inteiras e únicas… E quando compreendemos isso nos sentimos conectadas com a terra, enraizadas. Aceitamo-nos a nós mesmas e a nossa natureza ‘cambiante’, aceitamos os nossos estados de humor e o nosso sangue sagrado.

Convido-vos a partilhar um chá comigo e a ouvir juntas a canção da vida e a partilhar os segredos das ervas. Tudo o que precisamos para a nossa saúde e bem-estar cresce debaixo dos nossos pés. Preparar alimentos, confeccionar medicinas. Conhecer as ervas enche-nos de criatividade.

Acompanhadas pelas fadas e abençoadas pelas devas.

Alguns temas para conversar
Como usar as plantas.
Ervas e as Mulheres –Algumas plantas para a saúde e bem-estar da mulher.

Para saberes por onde anda a minha capa vermelha, clica AQUI para ver a agenda.

Atelier


 "Por trás da Capa Vermelha"




☆☽Se uma história é uma semente, então nós somos o seu solo☾☆

O propósito deste atelier é compreender como os Contos de Fadas, neste caso concreto, O Capuchinho Vermelho, provê mensagens fundamentais de sabedoria para descobrir, fortalecer e enaltecer as instâncias psíquicas do feminino e masculino, permitindo sentir e aperceber-nos do potencial vital inerente ao facto de sermos mulheres.

Como ponto de partida uma “leitura vital” do Conto de Fadas, O Capuchinho Vermelho construindo um espaço de interacção grupal, seguindo os planeamentos da ‘Psicocriatividade’.

Um convite para explorar o Ser Mulher através dos Contos de Fadas usando varias técnicas de expressão corporal, plástica, escrita procurando que as participantes vivam uma experiencia de aprendizagem e o reconhecimento dos aspectos da interioridade feminina que travam o nosso crescimento e ao mesmo tempo descobrir, (re)valorizar ou começar a considerar, outras dimensões da maturidade existencial, recuperando assim a sabedoria valente e intuitiva da mulher que assume com autonomia e convicção o curso da sua vida.

Este atelier é um espaço de confiança e respeito entre mulheres para re-conectar com o útero, centro do poder feminino, físico e simbólico. Para conectar com a nossa ciclicidade e triplicidade como fonte de sabedoria e força interior como mulher. E com os contos que nos habitam, fonte de sabedoria e intuição. 


Alguns dos assuntos abordados:

Através de uma roda de palavras, o conhecimento antropológico, a consciência do poder dos símbolos e dos rituais e a expressão da escrita e pintura criativa neste atelier podemos.
  • O Conto da Capuchinho Vermelho (Origens, estrutura, simbologia, efeito...).
  • Explorar os momentos da viagem da mulher cíclica e heróica. Recuperar o papel ancestral da mulher como conhecedora e cuidadora dos mistérios da vida e da morte, a que acompanha, sustem, preserva, conhece e cuida.
  • Desprender-nos de sentimentos de inadequação, medo, culpa e desejo de recuperar o nosso lugar no mundo.
  • Re-conectar com o feminino profundo, regressar a celebração dos rituais de passagem e dos ciclos vitais da mulher: 1ª menstruação, maternidade, menopausa e morte.

Para saberes por onde anda a minha capa vermelha, clica aqui para ver a agenda. 

Diário Vermelho

Porto, 27 de Dezembro 2012

Eu sou a Capuchinho. Eu sou Vermelha. Eu sou parte de toda a Natureza. As Pedras, os Animais, as Plantas, os Elementos e Estrelas são meus parentes. Os outros humanos são minhas irmãs e irmãos, sejam quais forem as suas raças, cores, sexo, orientações sexuais, idades, nacionalidades, religiões, estilos de vida. O Bosque Terra é a minha casa.
Eu sou parte desta grande família da Natureza e tenho a minha própria parte especial para executar e eu busco descobrir e executá-la com Impecabilidade. Eu sou Vermelha. E celebro a minha natureza intuitiva e selvagem.

Todas somos a Capuchinho Vermelho quando…

Quando queremos fazer deste mundo, um mundo mais vivível.
Quando nos apercebemos que a mudança que desejamos ver no mundo esta nas nossas mãos.
Quando nos sentimos filhas de Gaia.
Quando sabemos que o patriarcado fracassou.
Quando acreditamos na horizontalidade das relações.
Quando acreditamos no sacerdócio feminino.
Quando nos atrevemos a ser diferentes.
Quando nos atrevemos a dar uma educação diferente as nossas filhas e filhos.
Quando nos atrevemos a dizer “basta” e “não”.
Quando nos permitimos ser compassivas com nós mesmas.
Quando nos atrevemos a caminhar despenteadas.
Quando admiramos e honramos a velhice e a sabedoria.
Quando não acreditamos na superioridade.
Quando sabemos que o QI não serve para muito.
Quando formamos círculos espirituais.
Quando saímos a procura das Deusas Escuras e atravessamos o Bosque Denso.
Quando choramos, nos deprimimos e nos cansamos e não escondemos esses sentimentos.
Quando honramos os nossos ciclos de mulheres que sangram, mudam, criam e transformam.
Quando aprendemos a rir de nós mesmas.
Quando adoramos ser chamadas de bruxas, pois sabemos que é o maior dos elogios.
Quando sentimos que todas as crianças do mundo são os nossos filhos e filhas.

É preciso sentir a vida… É preciso deixar que a vida te despenteie.


A FUSÃO COM A CAPUCHINHO
De cada fusão com CAPUCHINHO, nasce um fogo vivo, vermelho e quente, que vai buscar as suas forças ao Bosque-útero. Quando a mulher faz nascer todos os fogos da sua Capa Vermelha, então o corpo vermelho da sua essência intuitiva e selvagem renasce dentro dela. A mulher desenraizada desaparece e os ciclos da vida se restauram novamente.
Vamos vestir as nossas capas vermelhas e entrar no bosque. Vamos honrar o nosso conhecimento intuitivo inerente a nossa natureza receptiva. Vamos confiar nos ciclos dos nossos corpos e permitir que as sensações venham à tona dentro deles, as mulheres somos, há séculos, as portadoras da “Pestana do Lobo” capaz de ver para além do visível.
Vamos reaprender a amar, a compreender, e, desta forma, curar-nos umas às outras. Cada uma de nós pode penetrar no silêncio do próprio bosque-útero para que lhe seja revelada a beleza do recolhimento e da receptividade...


‎Seja qual for o nosso caminho... Que ele seja Vermelho… E que tenhamos a coragem de o caminhar e honrar.

9º dia: Fase pré-Ovulatória 

14 de Dezembro...

.... foi assim!!!

A minha capa vermelha estava pronta para contar


Uma noite mágica partilhada com duas mulheres maravilhosas Sofia Freitas e Susana Correia

A Capuchinho retrocedendo no tempo e na sua historia. 


Mais fotos AQUI

Diário Vermelho

Porto, 26 de Dezembro 2012

A Moeda da Vulnerabilidade

“Pobre Capuchinha é tão vulnerável!”

Sabem quantas vezes já tive de ouvir isto!?! Já lhe perdi a conta.

Dizem que foi a minha vulnerabilidade que fez com que lobo me engana-se e me come-se… por isso supostamente tenho de ter medo do Lobo e da minha Vulnerabilidade…

Sabem o que vos digo, vão dar uma volta para refrescar as vossas ideias pois é o conselho mais despropositado que já ouvi!
Ter medo da minha vulnerabilidade é ter medo de VIVER… de viver plenamente, com prazer, com liberdade e eu não tenho medo de viver por isso aceito e dou espaço a minha vulnerabilidade, é verdade que ser vulnerável é ser susceptível a ser “comida” por “lobos” mas quando aceito ser susceptível de ser ferida também ganho a capacidade de intuir o perigo e de procurar os meios necessários para lhe fazer frente e pedir aquilo que necessito em cada momento… o problema da vulnerabilidade é que como mulheres só nos ensinaram uma cara da moeda da vulnerabilidade (a frágil) e muitas vezes crescemos sem saber que existe uma outra cara a da resiliência, assim como também só nos apresentam uma face do Lobo a feroz e matreira para que sinta-mos medo dele e nunca corramos com ele e assim nunca conhecer (e identificar-nos) com a outra face do Lobo, a instintiva e selvagem.
Lady Orlando

Quando vemos só um lado da moeda da vulnerabilidade tornamo-nos passivas e precisamos de caçadores que nos salvem mas quando sabemos que a moeda tem sempre duas caras tornamo-nos activas e sentimo-nos seguras, merecedoras, fortes responsáveis pela nossa própria vida, pela nossa própria felicidade. Desejando escolher por nós mesmas o nosso caminho e correr com os Lobos. 

                                                                                                        8º dia: Entrando na fase pré-ovulatória

Diário Vermelho


Porto, 25 de Dezembro 2012

Feliz com o presente que o Lobo me ofereceu!!!


7º dia: nota-se que estou a entrar na fase pré-ovulatória!

Diário Vermelho


Porto, 24 de Dezembro 2012

Durante o jantar...



                                                                                                                               6º dia: Fase Menstrual

Diário Vermelho


Porto, 23 de Dezembro 2012
Hoje o sono penetra-me a pele e embala-me as pestanas... entrego-me a ele e descanso. 


5º dia: Fase Menstrual

Diário Vermelho,


Porto, 22 de Dezembro 2012

Dizem que a minha historia pretende inibir o desejo sexual das mulheres (principalmente as jovens) evitando que se deixem seduzir por jogos sexuais... pois bem eu como descendente directa da Capuchinho e neta de Lilith vos digo: Não liguem!!!! Não dêem ouvidos a falsa moral!!!
Hoje passei pelo bosque toda manhã... comecei a subir os vales das minhas coxas e  encontrei a flor mais rara e bonita... 
Pequeno, pequeno …mágico, mágico…

As mulheres temos um único órgão consagrado totalmente ao prazer, o que tem a pele mais sensível e no seu diminuto extremo há mais terminações nervosas que nenhum outro órgão do corpo. Tem mais de 8000 terminações nervosas acumuladas em pouco espaço e é mais sensível que a língua ou a ponta dos dedos. Há mulheres que preferem pulsar e que lhes pulsem este botão a uma estimulação directa sobre ele. Mas para outras é uma zona demasiado sensível e gostam de sentir a excitação estimulando as zonas próximas.

Tu o que gostas?
O que significa o teu corpo?
O teu clítoris? A tua vagina?
A tua sexualidade?
O teu desejo?
…?

Pensa que temos uma parte do nosso corpo com a única função de dar PRAZER, parece algo verdadeiramente mágico.

Isso faz de nós seres mágicos, cero??!!??!! :D

O meu clítoris é sensível, delicado, hiper-sensitivo, oculto e misterioso e o teu também?

4º dia: Fase Menstrual

Diário Vermelho


Porto, 20 de Dezembro 2012

Hoje faz 200 anos que os Irmão Grimm editaram a sua recompilação “Contos Maravilhosos para infantis e domésticos … mas eu renego 3 vezes dos finais que Perrault e os Grimm criaram para mim…  mas não deixo de celebrar porque  nada é preto nem branco, nem nos contos nem na vida, e talvez se não fosse por eles hoje não estava aqui escrevendo no meu diário vermelho



Capa do recém-lançado "Contos Maravilhosos Infantis e Domésticos" (veja mais sobre ele abaixo)


Até o Google celebra  o legado dos irmãos alemães e os 200 anos do lançamento dos "Contos de Grimm" com uma bela homenagem com um doodle que conta a história da Chapeuzinho Vermelho.



Página inicial do Google homenageia os irmãos Grimm, com desenhos inspirados nos contos maravilhosos

2º dia: Fase Menstrual

Diário Vermelho


Porto, 19 de Dezembro 2012

No início havia um bosque inerte… vazio… do vazio nasceu a loba… da união entre o vazio e a loba nasci eu com a minha capa vermelha e no meu ventre fértil o bosque ganhou vida.

A minha imaginação viaja livre, sinto que a Capuchinho cresceu comigo. Conhecia sendo uma menina de uns dez ou doze anos e eu devia de ter dois ou três anos (segundo a minha imaginação pois nunca ninguém me disse a idade dela) por isso ela deve ter actualmente entre trinta cinco a quarenta anos mas para algumas de vocês ela pode ter mais ou menos idade... depende dos caminhos que tomamos.

As mulheres que nos encontramos entre os trinta (eu tenho 31) e os cinquenta anos, aproximadamente, fomos transitando pelo estereótipo da viagem heróica masculina procurando a aprovação da sociedade e do externo, ou seja, procurando o reconhecimento fora de nós mesmas (pais, família, no casal, nos amigos, no mundo). Muitas de nós esforçamos-nos por cumprir com todos os mandatos patriarcais, ter uma carreira profissional, ser independentes economicamente, obter êxito naquilo que realizamos, fazer um bom casamento, comprar um carro, uma casa, ter filhos... etc., etc Tudo bem agendado e sincronizado com as demandas sociais. Ouvimos apenas, a versão do conto escrita pelos irmãos Grimm ou pelo Perrault… ambas com  uma moral que nos sussurra: "Sê boa! Sê uma boa menina! Porta-te bem!"

Considerando apenas as versões escritas de Perrault e Grimm, afastamos do comportamento feminino correcto (dizem eles!)... quando saímos aquela manhã da casa materna para levar a cesta com comida a avó e ignoramos os avisos e recomendações da mãe-patriarcal... mas como ouvimos demasiadas historias que não devíamos, recuamos e terminamos por voltar ao caminho da boa-menina (permitindo que uma falsa moralidade nos coma ou que um caçador nos salve do mau caminho) que todos esperam que sejamos e ignoramos o lado selvagem da nossa natureza feminina.

E quando chegamos a este ponto de metas (sempre  impostas de uma maneira subtil, fazendo-nos acreditar que fomos nós que as traçamos) alcançadas perguntamos-nos: ‘Para que serve tudo isto?’

Tomamos consciência que afinal do que nos afastamos verdadeiramente foi da nossa Feminitude quando permitimos que matassem a nossa essência selvagem e nesse momento empreendemos o caminho de regresso... de regresso a casa... de regresso a nossa essência feminina. 

Tomamos consciência de tudo o que fomos sacrificando nas nossas vidas por seguir modelos impostos pela sociedade sem ouvir as nossas próprias necessidades femininas, sem respeitar os nossos ciclos, a nossa natureza intuitiva, os nossos instintos sábios. Seguimos o modelo que nega o que realmente somos.
Vivemos numa sociedade Patriarcal onde a mulher prescinde da sua natureza feminina para ser aceite e deixa de escolher o seu próprio caminho aceitando aquele que é desenhado pelo exterior... 



Alfinetes ou Agulhas?

As vezes na vida parece que só temos dois caminhos A ou B e há que escolher, as vezes com sacrifício e sofrimento, por um ou por outro. Mas na verdade ambos caminhos podem ser positivos e podem ser compatíveis.

1º dia: Fase Menstrual

As mil caras... do Lobo

Fotografia de Nuno Fangueiro

A Capuchinho lendo na Salta Folhinhas Livraria Infantil o livro "Lobo Grande e Lobo Pequeno" de Nadine Brun-Cosme, Olivier Tallec - Livros Horizonte.

Lobo Grande e o Lobo Pequeno é uma história muito simples, mas com grande significado. Fala de um Lobo Grande que vivia sozinho debaixo de uma árvore, certo dia, aparece ao longe um "pontinho" que se vai aproximando, ao aproximar-se, o Lobo Grande vê que se trata de um Lobo Pequeno. Para seu grande espanto, este fica durante uns dias debaixo da árvore.

De início, o Lobo Grande acha-o estranho e até tem receio de que o Lobo Pequeno tome conta do seu espaço. Mas para sua grande admiração, num "belo" dia, o Lobo Pequeno desaparece e uma tristeza do tamanho do mundo apodera-se do Lobo Grande, porque percebe que no meio da sua solidão aquele que lhe parecia um "pontinho" completava a sua existência.

"Pela primeira vez, naquela noite,
o Lobo Grande não comeu.
Pela primeira vez, naquela noite, 
o Lobo Grande não dormiu.
Estava à espera.

Pela primeira vez, pensou que um pequeno
mesmo que muito pequenino, ocupava
espaço no coração.
Muito, muito espaço."

Veo veo qué ves una cosita y qué cosita es empieza con la "C"


Capuchinho Vermelho de Courtney Brims